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Eu vi num filme

Postado por Facool - 05/03/2012 18:14

*Por Maurício Placeres


Para ler este texto recomendamos ouvir: Right in the head – M Ward, The cave – Mumford and Sons. Enjoy it!


A moda e o cinema sempre estiveram de mãos dadas, e foi a sétima arte quem se consolidou como uma das maiores ferramentas para indicar ou modificar comportamentos. Hoje com tanto Facebook e semelhantes, o cinema perdeu foco, as pessoas deixam de lado toda a informação que uma película trás, para viver na ingenuidade da informação perecível.


 


Mas por isso estamos escrevendo, escrevendo para aqueles que ainda não tem o cinema como fonte de informação e referencias. Não importa que tipos de referencias você queira pesquisar e absorver, o cinema sempre foi e será rico nelas.
 


Hoje vamos falar de moda.
 


Desde os anos 50, o cinema é parâmetro para o que o homem deve e pode vestir, a partir Rebel Without Couse, protagonizado pelo glorioso James Dean, o homem começou a prestar atenção nos elementos que compunham seu estilo, e defender sua individualidade na nova sociedade. Mas por que James Dean? James Dean foi um símbolo para a juventude, e é a juventude que cria, usa, compartilha e defende estilos.
 





Foi nessa época que os jovens começaram a se importar com o que iam vestir, depois das guerras, se lutou para conquistar um espaço como ser individual, como alguém que desejava e necessitava ser notado. A elegância e o estilo passaram a ser rotina para os jovens, pois a atitude é mostrada a través dos elementos que usamos para cobrir nosso corpo. James Dean mostrava a simplicidade de um jeans e uma camiseta branca (justa) como símbolo de novidade, fugindo das regras  que a sociedade ditava para os jovens, foi assim que se fugiu da rotina,  do cinza e do cotidiano.
Elementos tão simples como estes continuam vigentes até hoje, e foi assim, que a moda começou a passar das projeções ao nosso dia a dia.


*Publicitário e Estilista

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Games x Cinema: uma relação complicada

Postado por Facool - 01/03/2012 16:12

Adaptações de games para o cinema ainda não deram bons frutos

  

Por Rafael Gloria*

 

Partindo de uma pergunta simples, proponho a seguinte reflexão: Por que as adaptações de games para o cinema são tão ruins? Dando uma pesquisada rápida na Internet, encontram-se alguns dados interessantes: desde 1993 foram produzidos 35 longas metragens baseados em jogos (refiro-me aqui somente a live actions, não animações) e destes apenas 11 arrecadaram mundialmente um valor maior que a sua produção – e nem estou entrando, ainda, no mérito qualitativo. Em termos lucrativos, o caso mais famoso é do primeiro Tomb Raider de 2001, que custou US$ 115 milhões, e, graças também pelas belas curvas de Angelina Jolie como a heroína Lara Croft, rendeu US$ 274 milhões.


 Van Damme interpreta Guile no que é considerado uma das piores adaptações de um jogo para o cinema

(Crédito: Divulgação) 

 

Só para relembrar algumas das adaptações mais conhecidas de games que foram levados para as telonas temos o famigerado Street Fighter, de 1994, em que o estadunidense Guile (interpretado por, na época, um popular Jean-Claude Van Damme) assumiu o papel de protagonista da trama, enquanto Ryu e Ken viraram dois trambiqueiros (???); há também o bacaninha Mortal Kombat, de 1995, divertido principalmente devido as boas lutas; mais recentemente tivemos o suspense Terror em Silent Hill, baseado no jogo homônimo, que consegue, em alguns momentos, passar a mesma sensação de claustrofobia do jogo; e, é claro, não podemos esquecer do “clássico” Super Mario Bros, talvez a adaptação mais bizarra da história do cinema.


Mario, Peach e Luigi formam o trio em Super Mario Bros - O Filme, talvez mais bizarro do que ruim (Crédito: Divulgação) 

 

 

É óbvio que não é fácil transpor um game para as telonas, justamente porque as narrativas são diferentes, embora, cada vez mais, seja explorada a sua convergência. Basicamente um filme, no molde clássico ou como é feito em larga escala, é linear. Isto é, avançamos na história de um modo contínuo – ainda que haja produções que exploram essa linearidade fantasticamente como Amnésia de Christopher Nolan, que brinca em reviver experiências devido a memória fragilizada do protagonista. Mesmo nesse filme está lá a exploração do espaço em uma lógica com início, meio e fim. Ora, se nos cinemas avançamos desse modo, nos games, por outro lado, você nem sempre começa necessariamente no “início” do jogo, pode morrer a qualquer momento, voltar a qualquer hora, dependendo pode tomar decisões que liberam diferentes caminhos, pode morrer novamente, voltar para outro lugar, etc. Não que não haja narrativa, é óbvia que ela está lá, mas o que pode ser acessada dela, ou descoberto não é sempre o mesmo, e nem sempre no mesmo tempo.

 

Diferentemente da adaptação de um livro, ou até de quadrinhos, os games talvez necessitem de mais ousadia em termos de linguagem e de técnica do cinema. E não falo apenas em termos de efeitos especiais, mas principalmente no modo como abordar o espectador, que, por que não, também poderia se tornar uma espécie de mediador, interagindo com o filme ou com derivados dele. Esse é um dos caminhos que observo, a convergência midiática tão em voga atualmente, e que se reflete em filmes interativos, jogos online que continuam o enredo do filme, promoções, redes sociais, etc.


Apesar de trama confusa, essa adaptação até que vai bem nas cenas de ação (Crédito: Divulgação) 

 

 

Esse é um modo de enxergar a coisa, embora eu também acredite, como fã do cinema e dos games que há um outro jeito, mais clássico, e talvez mais amparado artisticamente e que remete aquela sábia frase: “Traduzir é trair”.

 

Gosto de acreditar que o motivo de ainda não se ter uma grande adaptação de games para o cinema (como a de Batman, recentemente) é por preguiça ou falta de vontade por parte dos estúdios. Na frase citada, trair tem o sentido de cortar trechos, reinventar passagens para se adequar melhor a nova plataforma, mas é óbvio que deve manter-se o mesmo espírito. E como se faz isso? Percebendo quais são os principais temas que a obra (nesse caso o jogo) fala, o que ele se propõe a discutir, os significados ocultos por trás de tais ações. No caso de Street Fighter, por exemplo, daria um ótimo filme de ação e, em um panorama maior, um longa que fala sobre a vontade de vencer, perseverança, o conflito bem x mal e etc. O que aconteceu, na realidade, foi que quiseram adequar o enredo de Street Fighter de modo a parecer mais verossímil, agregando características fracas, mas não mantendo as que faziam o sucesso da série. E porque trazer para mais perto da realidade um game com características fantásticas? Simplesmente não faz sentido, pois o cinema também é ficção.

 

No fim, o que parece falta é um pouco de compreensão por parte dos cineastas perante os jogos, mas acho que falta pouco para os dois campos se entenderem bem.



 

E para você, quais são as adaptações mais bizarras dos games para o cinema?

  

 

*Rafael Gloria é jornalista, editor do site Nonada – Jornalismo Travessia, autor do blog Contagens e um interessado no cultura dos videogames. 

 

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Stanley Kubrick, o cineasta completo

Postado por Facool - 10/01/2012 15:20

Por Jade Primavera



Cinema autoral é algo louvável. O momento em que os filmes passaram a ser definidos por quem os dirigiu, sendo essa uma característica fundamental das obras, foi definidor para escolas cinematográficas como a Nouvelle Vague. O natural é os filmes carregarem características comuns, que sejam de interesse do diretor em questão. Há diretores que distinguem-se pelo traço urbano (Woody Allen), outros exploram um estilo Road Movie (Wim Wenders) ao longo de sua obra. Traços oníricos também podem ser definidores (David Lynch), ou até mesmo grandes planos-sequência ao longo da filmagem (Theo Angelopoulos, Allen). O traço autoral pode estar em diversos elementos, mas na maior parte das vezes vemos um elemento comum que se estende pela filmografia do autor.

 

 

Alguns diretores destacam-se por navegarem por diversos gêneros de forma magistral. Podemos citar a obra de Francis Ford Coppola, que já fez suspense ao estilo de Hitchcock (Demência 13, 1963), musical (O Fundo do Coração, 1982), clássicos filmes de gângster, como a sequência de O Poderoso Chefão (1972, 1975, 1990). Experimentou o suspense dramático de época (Drácula de Bram Stocker, 1992), excelentes dramas (como A Conversação de 1974 ou O Selvagem da Motocicleta de 1983), e, entre outros, fez o filme de guerra Apocalypse Now (1979). É admirável que Coppola, apesar de sua grande carreira cinematográfica, siga lançando seus filmes de maneira independente. Tetro (2009), contraditoriamente à atual globalização do cinema e ao reconhecimento do diretor, chegou aos cinemas brasileiros muito tardiamente em função de sua distribuição alternativa. É um filme excelente, com atores de ponta, estética fotográfica impecável e demonstra o quanto o diretor segue se reciclando.



 

 

Poderíamos citar ainda Martin Scorsese, que é também surpreendente em sua versatilidade, mas a principal genialidade de direções diversas foi Stanley Kubrick. Não porque tenha feito filmes “melhores” do que os cineastas anteriores, mas porque soube transitar com mais objetividade e profundidade em suas diversas realizações. É tanta dedicação para a finalização de cada obra, que não sentimos um deslocamento em parte alguma da direção, fator comum quando pensamos em algum autor de gênero previamente identificado. Kubrick mergulhava em seus projetos com pesquisas aprofundadas, contratando (em suas produções de maior orçamento) equipes especializadas nas áreas.

 

 

Kubrick era fotógrafo, e seus ensaios fotográficos influenciaram em suas primeiras realizações. Suas estreias atrás das câmeras foram dois pequenos documentários, logo depois fazendo seu primeiro longa de 1953: Fear and Desire. Dependeu de recursos investidos por sua família, tendo apenas 14 pessoas envolvidas ao todo no projeto. O filme não rendeu o seu potencial, Kubrick o tirou de circulação e até hoje é muito raro ser exibido em alguma mostra. Logo depois o diretor acabou fazendo mais um documentário encomendado (The Saferers – 1953). Em 1955 A Morte Passou por Perto foi lançado, um suspense noir sobre um pugilista que possivelmente veio a influenciar Touro Indomável (1980 – Martin Scorsese). Nesse filme passamos a ver algumas influências do diretor, tanto de Sergei Eisenstein, usando objetos como metáforas sobre os personagens, como de Hitchcock. O diretor estava em seu maior investimento, mas apesar disso não era sindicalizado, e sua equipe não podia filmar nas ruas. Para executar as suas tomadas externas chegou a subornar guardas para fazerem “olho grosso” durante as filmagens.

 

 

Apesar de ter sido considerado um “filme B”, A Morte Passou por Perto lhe rendeu confiança para o investimento no longa O Grande Golpe um ano depois (1956), excelente filme sobre um assalto a um hipódromo que foi criticado à sua época por não ter aprofundamento das personagens. O autor realizou então Glória Feita de Sangue (1957), considerada sua primeira grande realização, retrata a I Guerra Mundial, trazendo fatos da política militar. O filme controverso acabou sendo censurado em alguns locais como a Suíça.



 

 

Glória Feita de Sangue, Spartacus (1960) e Nascido para Matar (1987) são filmes ícones, que marcaram época. Nessas produções percebemos o quanto Kubrick tinha o controle total em suas filmagens, há fotos em que ele dá instruções a cada figurante caído morto nas batalhas, o cuidado minucioso se reflete em planos perfeitos. Nascido Para Matar foi um filme bem sucedido, mas que acabou um pouco eclipsado pelo lançamento de Platoon (Oliver Stone, 1986), os dois têm como pano de fundo a Guerra do Vietnã. Essa lição foi digerida por Kubrick, que passou a cuidar mais os lançamentos paralelos aos seus projetos.

 

 

Seguimos para Lolita (1962), drama muito discrepante às suas produções anteriores, na qual um homem sente-se atraído por uma garota muito mais nova. A história do livro de Nabokov carrega uma temática pesada e controversa para a sua época. Kubrick era transgressor e inovador em suas produções, mas tinha plena consciência de que seus fracassos comerciais impediriam sua liberdade em projetos futuros. Durante as escolhas das primeiras montagens, os censores da época eram consultados, mas mesmo assim a obra foi minimamente alterada, deixando os envolvidos satisfeitos com a finalização.

 

 

Então há um pulo para uma comédia humor negro, que assim como a sua produção anterior, é também fotografada em preto e branco: Dr. Fantástico (1964). Apesar de o diretor estar debutando no gênero, há um senso de humor excêntrico e crítico, que funciona com o público. O filme é uma sátira sobre um acidente nuclear, e foi rodado no auge da Guerra Fria. Peter Sellers, que atuara com sucesso em Lolita, faz três papéis no filme, e seus improvisos contribuíram significativamente para a finalização.

 

 

Posteriormente, Kubrick encontra parceiros para o seu novo projeto e o planeja por dois anos. Seria então lançado 2001 – Uma Odisseia no Espaço (1968), filme de ficção científica que também vem a tornar-se modelo do gênero (e bem como Solaris de Tarkovski foi feito nos tempos da corrida espacial entre os EUA e a URSS – mas isso é papo para outro texto). Com esse filme o público passou a ter a verdadeira dimensão dos extremos que o diretor poderia atingir, fazendo pesquisas absurdas, cenários baseados em projetos junto a profissionais da NASA, e um perfeccionismo de cenário e de atuações impressionante. A transição também é de um filme de diálogo para outro de imagens, com ritmos diversos de temporalidades. O próprio Kubrick o aproxima de obras artísticas como a música e a pintura, os diálogos estão presentes em apenas quarenta minutos das duas horas e quarenta de duração, e isso foi organicamente sendo uma característica do filme a partir da sua montagem.

 

 

Um filme de imagens - trailer de 2001 – Uma Odisséia no Espaço:


 

 

E então o diretor realizou em 1971 o filme Laranja Mecânica. As cores vibrantes e a exploração das sombras, os cenários, o figurino, a trilha sonora... São diversos os elementos que se destacam e tornaram esse filme tão famoso. Muitos comentam que o diretor fez um final muito diverso do livro no qual o roteiro se baseia, mas esquecem de dizer que nos EUA o livro foi lançado sem o último capítulo, pois o editor acreditou ser mais “coerente” lançá-lo assim. A história é toda narrada em um formato de humor negro, e retrata as questões do livre arbítrio.

 

 

Barry Lyndon (1975) é considerado um filme não compreendido, e sempre acaba figurando como uma obra menor do diretor. Foi utilizada uma fotografia inovadora que imitava luzes de velas. O efeito foi adquirido através da adaptação de uma câmera fornecida pela NASA para 2001, esta servia para filmar a Lua.



 

 

Após cinco anos o diretor realiza O Iluminado (1980) a partir de Stephen King – Shining. Kubrick já tinha feito suspenses bem sucedidos, mas era sua primeira incursão no terror, e o filme acabou tornado-se um épico do gênero, completamente aterrorizante. Foram criados grandes cenários, o diretor soube extrair dos atores interpretações memoráveis e o filme trouxe muito lucro. Jack Nicholson fora descoberto tempos antes através de Easy Rider (1969), e Kubrick pretendia utilizá-lo como protagonista de um projeto sobre a vida de Napoleão, que acabou não vingando.

 

 

Após Nascido Para Matar (1987) o diretor teve um grande período sem filmar, voltando a lançar seu próximo e derradeiro longa - De Olhos Bem Fechados – só em 1999. Esse filme fala sobre as nuances de desejos e traições em relacionamentos, as questões subjetivas dão uma liberdade maior de interpretação para o espectador, as cores são utilizadas com significações. Essa liberdade que o diretor já tinha proporcionado em 2001, voltou a ser oferecida em seu projeto mais amadurecido. Kubrick participou de todas as fases do filme, inclusive da montagem, fazendo uma prévia de estreia. Teve tempo de admirar essa realização considerando-a sua obra-prima, falecendo antes do lançamento morno para o grande público.

 

 

Kubrick foi um diretor que modificou a forma de se ver o cinema e de se retratar diversos gêneros e realidades. Não tirava férias, sua atividade era prazerosa o bastante, e o afinco dedicado a cada projeto demonstra isso. Preferia participar de todas as fases do processo: selecionar a história e adaptá-la, prever os investidores, a equipe, participar das escolhas de montagem, inserir a trilha sonora. Cada detalhe da obra o interessava, e por isso fez grandes ícones que tornaram-se modelos. Algumas tomadas de câmera são recorrentes em seus longas, mas ironicamente talvez o seu traço autoral seja a sua versatilidade genial pelos gêneros.

 

 

Festa em De Olhos Bem Fechados, belas cores e trilha sonora:


 

 

Vídeo sobre Stanley Kubrick com áudio em inglês (extras de Dr. Fantástico):




 

 

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Trailer do novo filme do Batman

Postado por Isadora Lescano - 20/12/2011 15:26

Nesta segunda (19/12) saiu o trailer legendado do novo filme do homem-morcego que vem por aí. Christian Bale continua encarnando Batman - e dessa vez vem acompanhado da Mulher Gato (feita por Anne Hattaway) e de um novo vilão, Bane (personagem de Tom Hardy).


A direção mais uma vez é assinada por Christopher Nolan, e a estreia está prevista para julho do ano que vem. Sente o trailer aí embaixo:



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Bizarrices de 7 diretores que você gosta (ou deveria gostar)

Postado por Facool - 19/12/2011 16:38

Por Jade Primavera



Se biografismo fosse sinônimo de genialidade, estaríamos perdidos com esses sete gênios cinematográficos.


 


1 – WOODY ALLEN


É um dos diretores com menos paciência para o set de filmagens - provavelmente devido às suas 47 direções, ou aos seus 68 roteiros -, geralmente uma tomada basta.


Mas a bizarrice não está aí. Allen casou-se com sua enteada de 21 anos quando tinha 55. O casal acabou adotando duas crianças, complicando ainda mais as relações de parentesco. Sim, esse foi o motivo do divórcio em seu casamento com Mia Farrow, mãe adotiva da então garota Soon Yi.



 

2 – MARTIN SCORSESE


O sonho de Scorsese era ser padre. Se pensarmos no Jesus humanizado de A Última Tentação de Cristo – filme que chocou a Igreja na época – isso é uma blasfêmia. Sim, depois de vermos Taxi Driver, com a linda prostituta interpretada por Jodie Foster, ou o filme retrato da maior drogadição: Depois de Horas, nunca imaginaríamos o mais fervoroso sonho de um dos maiores diretores norte-americanos...


 

 

3 – LARS VON TRIER


Trier é um perturbado. Não esconde suas constantes crises depressivas, seus problemas familiares ou as crises excessivas com o alcoolismo.


Após manifestações polêmicas no último Festival de Cannes (2011), foi declarado “Persona non grata”, definição que, segundo ele, lhe caiu bem: fica-me extremamente bem (risos). Fico muito contente por isso. Vejo-a quase como um título. Na ocasião, o diretor disse compreender Hitler, além de sentir um pouco de compaixão pelo ditador.


Entre outras bizarrices, tem uma tatuagem com as letras F-U-C-K impressas em seus dedos da mão direita, a qual faz questão de mostrar simulando um soco às câmeras. Seu próximo projeto – The Nimphomaniac, para o qual pretende ter novamente Charlotte Gainsbourg como protagonista – é uma fusão do gênero pornô com o filosófico. Estranho, no mínimo.



 

4 – ROMAN POLANSKI


Fato bizarro 1: sua esposa grávida de oito meses (Sharon Tate – A Dança dos Vampiros) foi morta violentamente em 1969 pelo bando do Charles Manson. O crime é retratado no longa Helter Skelter.


Fato bizarro 2: foi acusado – com sua admissão – de em 1977, aos 43 anos, ter drogado e mantido relações com uma menina de 13 anos. Desde então passou a ser um fugitivo internacional, condenado e preso algumas vezes. Foi perdoado pela vítima, mas não pelas autoridades.


 

Para o nosso regozijo, os diretores acima seguem absurdamente ativos na sétima arte.



 

5 – RAINER WERNER FASSBINDER


Fassbinder era famoso por ser o carrasco dos sets de filmagem. Fazia, em média, um filme a cada 100 dias. Polêmico, sua inquietação relacionava-se com a própria vida pessoal, de muitas orgias e drogas. O que também refletiu em uma overdose, aos 36 anos, horas depois de finalizar Querelle.


Entre os escândalos bizarros protagonizados pelo diretor – que era notícia recorrente nos jornais da época - destacamos o de seu amante encontrado morto em seu próprio apartamento, caso definido como suicídio e a acusação nos tribunais de abuso sexual a um adolescente.



 

6 – WERNER HERZOG


Além de ameaçar de morte seu comparsa Klaus Kinski nas filmagens de Aguirre – A Cólera dos Deuses, não permitindo que o ator abandonasse as filmagens, literalmente levou pessoas à morte nas condições adversas das filmagens de Fitzcarraldo. Nesse filme, fez atravessarem por terra um barco através de uma montanha, desmatando imensa área, além de levar os atores à extrema exaustão.


Em verdade percebemos, através de entrevistas e declarações, que Herzog acredita tão profundamente em seus projetos, que tudo se justificaria em função de suas finalizações: “Não nego que, às vezes, pelo menos nos meus filmes, ultrapasso fronteiras, fato que muitas vezes pode parecer loucura.”

 


 


7 – INGMAR BERGMAN


Bergman precisava do silêncio para viver, tinha forte sensibilidade para barulhos, e necessitava da solidão. Vivia há anos em uma casa na Ilha de Farö sozinho, e convivendo, segundo relatos próprios, com outras realidades e espíritos. Durante quase toda a sua vida conviveu com o medo pela morte, o que foi retratado em filmes como O Sétimo Selo e Gritos e Sussurros.

 

Em sua vida, o diretor casou-se algumas vezes, teve nove filhos e abandonou a todos. Não sentia-se culpado, via a culpa como algo para se arranjar um pouco de sofrimento prazeroso, que não se igualaria nunca ao sofrimento causado ao outro.

 

 

 

 

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